Na generalidade, os livros de Augusto Cury são de fácil leitura. Como seria de esperar, a maioria deles obteve grande sucesso. Suscitam entusiasmo e criaram uma legião de seguidores de seus pensamentos. E também muitos detractores que o acusam de ser um escritor que se limita a dizer banalidades e a repetir ideias, verdades e crenças universais.Não vou perder tempo com esses indivíduos (alguns, por aquilo que escrevem, denunciam bem o quanto poderiam aprender com Augusto Cury curando suas fragilidades e perturbações) mas centrar-me no que a obra de Augusto Cury trouxe de realmente novo (e que explica todo o sucesso de vendas obtido pelo autor).
Augusto Cury com a sua formação em psiquiatria é um filósofo e humanista e a sua missão é o de esclarecer as pessoas sobre como podem superar problemas prementes e actuais como a angústia existencial, o síndrome do pensamento acelerado, os desequilíbrios emocionais e outras moléstias típicas de um mundo que parece estar à beira de um ataque de nervos (aliás, um mundo neurótico).
Pretendendo escrever para um maior número possível de leitores, Cury aborda questões complexas de forma acessível, sem se aprofundar em explicações científicas escusadas e apresenta sempre uma mão cheia de sugestões e propostas para as ultrapassar. É, na verdade, um autor pujante e criativo e ninguém se pode queixar que os seus livros sejam vazios de ideias. São magnificamente bem escritos e contêm uma característica central que explicam o seu sucesso: são livros inspiradores.
Nelson S Lima